Twitter icon
Facebook icon
Flickr icon
LinkedIn icon
Pinterest icon
SlideShare icon
YouTube icon

Nem site nem app: Serviço

Serviço de informação

Acontece normalmente de desenvolvedores de soluções de comunicação baseadas na internet serem acionados para desenvolverem produtos. Os mais comuns ainda hoje são pedidos para o desenvolvimento de websites e apps para plataformas móveis.
Na era industrial que caracterizou o século XX, essa era a bordagem empresarial padrão, pois a estrutura produtiva, como um todo, bem como toda a infraestrutura de transportes e comunicação estavam estruturadas na forma de produzir e distribuir objetos. É verdade que essa estrutura permanece e não deve ser abandonada nem, muito menos, desprezada, mas a realidade é que essa é uma abordagem adequada à produção e distribuição de objetos em massa. A era da informação (na qual suspeitamos estar entrando desde fins do século passado) sugere a necessidade de abordagens diferenciadas para o desenvolvimento de produtos informacionais, ou seja, que não são objetos, mesmo que em pontas do processo estejam a produção, transporte e entrega de objetos.
A sugestão aqui é que, nas áreas de informática e comunicação (principalmente a comunicação ponto-a-ponto que caracteriza a internet) seja adotada uma perspectiva mais adequada ao desenvolvimento, que substitui o motivo (ou o ponto de partida) “produto” pelo “serviço”.
No dia a dia dos desenvolvedores essa perspectiva já é adotada em muitos casos, mas carece de sistematização e conceitualização, sendo, na maior parte das vezes, adotada por razões imperativas dos processos de natureza informacional e quase nunca por uma questão de conceito metodológico superior.
O conceito é de que uma demanda por um produto informacional deva ser formatado no sentido de, primeiro desenvolver um serviço, e depois as plataformas para sua veiculação. No fim do processo encontra-se o usuário, e aqui as conceitos contemporâneos de UX (User eXperience, ou experiência do usuário numa tradução livre) me parecem mais do que adequados.
Assim, o desenvolvimento de novos produtos baseados na internet tem seu caminho mais bem definido, pois temos um sólido ponto de partida e um valioso ponto de chegada, o que torna sua definição mais simples e clara.
Essa abordagem tem algumas boas vantagens, pois proporciona a diminuição de custos e prazos, melhora no planejamento e implantação, maior flexibilidade dos processos e tecnologias de meio, maiores possibilidades de modelagens e de testes, maior aderência às necessidades de quem publica e aos desejos dos usuários, e principalmente o aumento da probabilidade de sucesso do projeto e diminuição de riscos, beneficiando todos os envolvidos no processo (direta ou indiretamente) do cliente que demanda o serviço ao usuário final, passando pelos desenvolvedores.
O maior desafio é a mudança de postura por parte do cliente, que passa a formatar os escopos nos termos da informação, sua importância, sua utilidade, suas fontes e bases, etc. Da parte do desenvolvedor, me parece, o problema é um pouco menor pois serão necessárias apenas algumas adaptações em seus processos, notadamente na interface com os clientes. O usuário final? Agradece.

Twitter icon
Facebook icon
LinkedIn icon
Pinterest icon
Yahoo! icon
e-mail icon